MEMÓRIA VIVA

MEMÓRIA VIVA

15 maio 2014

ALAN LOPES

a visão e ouvido dele estão instalados em nossos corações. Só devo agradecer a todas as conversas na madrugada, no estúdio, na casa do Tomás

Quando ouvi Peu pela primeira, ele era tipo uma entidade… Um dos únicos guitarristas brasileiros que fazia o estilo de guitarra que eu me identificava. Fui em todos os shows que pude ver, quando o descobri… De Defalla a Pitty…
Pouco mais de um ano se passou, enquanto os Gêmeos gravavam coisas que viriam a se tornar parte a molécula do Medulla, eu estava na minha casa quando o Keops me liga e fala: “Man, o Peu vai participar do nosso disco, vai gravar uma musica com a gente”. Lembro que fiquei feliz para caralho pelos meus amigos de futura banda.

Nesse dia eu fiz questão de ir para o estúdio… de brother, assistir a gravação do Peu, a entidade. E lembro que, eu todo Guri, cheguei no com a minha guitarra Tagima, verde cor de Geladeira, e todos perguntando, porque raios eu tinha levado a guitarra…
Eis que entra Peu Sousa na sala de gravação, para gravar….Pega sua mochila bota na mesa, puxa um jogo de Cordas, D’Addario, 0.11 se não me engano e, de dentro dessa caixa de cordas, saca um cigarrinho do artista, tira sua guitarra da case, acende o cigarro e, dali pra frente, fez as linhas da música.
Alguns meses depois, o Medulla, já batizado de Medulla, estaria insatisfeito com as faixas do disco, exceto algumas, sendo dessas a que Peu participava.
Desenrolos a parte, aconteceram N situações que levaram a coisa ao inevitável: o que Peu tinha feito na única música que gravou tinha ficado tão sinistro que merecia mais. No fim, foi decidido que Peu produziria o primeiro álbum do Medulla, na Toca do Bandido, com o Tomás Magno, com o apoio dos queridos, Patrick Laplan e Flipi Sorbonha, que no momento eram junto do Peu, o Trêmula.
E, eu como não era do Medulla, mas não era bobo, ia todos os dias pro estúdio, ficava vendo Peu, Patrick e Flipi gravando, aprendendo, observando e absorvendo tudo que eu podia….eu levava uma planta muito ruim pros meninos no estúdio, fui apelidado de terrão. hahahaha. – muito bom.

Ali Peu construiu o Medulla, com o Keops e Raony, e eu assistindo tudo.
A partir dessa época, tomei uma decisão; parei de estudar, larguei o colégio na 8ª serie e fui seguir o Medulla, tive momentos muito fodas com o Peu, que se eu ficar contando aqui vai durar horas….

Mas fato é que se não fosse por esse cara, hoje eu não estaria vivendo e sobrevivendo de música. E para mim, é uma honra tremenda, dar continuidade a algo que ele criou. Faço isso com todo respeito. A nós do Medulla, ficava a esperança de ser produzido mais uma vez por ele. O destino não permitiu, mas a visão e ouvido dele estão instalados em nossos corações. Só devo agradecer a todas as conversas na madrugada, no estúdio, na casa do Tomás e, principalmente, a oportunidade de fazer parte e dar continuidade a algo que ele ajudou a construir.

Ah, e a guitarra que eu levei no Primeiro dia que eu o vi?  Peu assinou e durante muitos anos ela fez muito show comigo.
Alan Lopes (Medulla)

27 maio 2014

ALISSON GUILERME

Valeu PEU, obrigado por ter me influenciado e, principalmente, por ter feito a diferença de alguma forma no rock nacional.

Bom eu não cheguei a conhecer pessoalmente o Peu, mais desde quando eu vi ele tocando com a Pitty eu já achei ele incrível, a partir dali eu comecei a acompanhar ele e desde então ele se tornou o meu guitarrista favorito, e sempre vai ser, a forma com que ele tocava, era incrí­vel, ele tinha energia, carisma, era virtuoso, insano, entre outras qualidades.

Eu sou musico também, toco guitarra e eu fiquei muito abalado quando soube que ele morreu, e da forma como ele morreu pois ele sempre transmitia uma alegria, uma energia boa, mais enfim, eu me lembro que eu tinha acabado de entrar pra uma banda, na qual hoje eu continuo tocando, mais quando eu soube da noticia eu não quis mais tocar, porque por algum momento eu achei que não fazia mais sentido está fazendo aquilo ali e eu me lembro que eu não comentei com ninguém a respeito, mais eu tocaria apenas um show com eles e depois sairia, e eu me lembro que os caras da minha banda me deram o set list pra poder ensaiar e em baixo eu escrevi : RIP PEU SOUSA, era a única homenagem que eu poderia fazer pra ele, e no dia que chegou o show, foi incrí­vel, as pessoas vieram me falar o quanto eu mandei bem, falou da minha presença de palco e isso eu tenho a agradecer a ele pois ele me influenciou de tal maneira, a querer tocar igual a ele, e aquele show foi dedicado pra ele.

Quando ele formou a banda Nove Mil Anjos de cara eu já sabia que iria gostar e quando eu ouvi o disco eu adorei e ouço até hoje (alias um dos meus álbuns de rock nacionais favoritos),infelizmente não deu certo, mas eu só queria dizer que eu fiquei muito feliz ao saber que criaram um site pra ele, ele merece ser lembrado SEMPRE. Uma vez em uma entrevista com a banda Nove Mil Anjos, ele disse: – O IMPORTANTE É O SOM QUE SAI DOS DEDOS! E essa frase eu vou levar pra sempre como musico/guitarrista. Não sou famoso, sou apenas mais um dos inúmeros admiradores desse guitarrista monstruoso. Valeu PEU, obrigado por ter me influenciado e, principalmente, por ter feito a diferença de alguma forma no rock nacional. Sim, você fez a diferença!

27 maio 2014

CLÁUDIO MOREIRA

Ele foi um guitarrista orgânico, técnico e sensí­vel

Peu e seu amor à guitarra

Peu, era um cara que tinha um amor a arte musical que se revelava na maneira dele tocar de forma tão apaixonada e visceral. Ele era o mesmo era dentro e fora do palco. Ele foi um guitarrista orgânico, técnico e sensí­vel. Tivemos algumas conversas sobre rock e percebi que ele tinha na guitarra uma forma de expressar sua alma criativa. No meu último encontro com Peu, ele me chamou quando eu ia saindo do bar, pediu o novo número de celular e disse que precisávamos nos manter conectados para falar sobre música, sua grande paixão, que ele sabia que também é a minha. Saudade amigo!!!

27 maio 2014

EMERSON BASTOS

Aquilo me deixou assustado, mas com a certeza de que ali tinha um gênio

Conheci o Peu pelas mãos do André Lissonger, quando procurávamos um guitarrista para formação da nossa banda. Fiquei entorpecido com aquele garoto cabeludo, com apenas 15 anos (na banda todos eram mais velhos que ele), com uma guitarra nervosa de timbragem impar e criatividade fora do comum. Aquilo me deixou assustado, mas com a certeza de que ali tinha um gênio. Nunca vou esquecer aquele dia no estúdio, foi magico!!

27 maio 2014

FELIPE LEMOS

Uma das coisas mais honestas que já li, senti cada palavra escrita. Muita luz pra ele! Obrigado!

 

27 maio 2014

GARDEL FILHO

Peu é uma estrela agora, sempre foi.

Tive a oportunidade de acompanhar a evolução do artista desde quando a Banda Dois Sapos e Meio ainda era um embrião, os caras ensaiavam no condomí­nio onde eu morava. Certa vez, escutei um conhecido riff de guitarra, desci e fui conferir o que estava produzindo aquele poderoso som, era Peu.

Na vigorosa efervescência da cena musical dos anos 90, em Salvador, nunca perdi um show da Banda. Peu era de longe o melhor guitarrista, virtuosidade pura, um artista nato, ficava solto no palco… Não restavam dúvidas, pelo menos para mim, que aquele músico ia fazer sucesso.

Toda vez que via Peu na TV eu ficava feliz, uma sensação legal… O engraçado era o paradoxo de encontra-lo, no bairro onde morávamos, voltando andando do Extra, cheio de sacolas, filha no colo… Oferecia carona, ele entrava no carro e o papo era música, numa dessas caronas ele me disse que sonhou que o nome dele artí­stico era SONIC PETERSONG, não sei por que, mas esse nome jamais me saiu da cabeça…

A tristeza se transforma em saudosismo. Peu é uma estrela agora, sempre foi.

27 maio 2014

PAULO ÁVILA

fico agradecido pela obra que ele deixou, fez a sua parte com perfeição.

Tenho em minha famí­lia dois filhos e um neto aprendizes de música (guitarra 2 e bateria). Sou pouco entendido de música, mas amo tudo que representa, do instrumental, sonoridade, vocal e a arte cênica do artista. Quando ouvi e vi o vídeo de Peu Sousa fiquei impressionado com sua performance, sua forma de tocar, fiz chegar ao meu filho ví­deos, fico agradecido pela obra que ele deixou, fez a sua parte com perfeição.

ESTUDO PARA PRIMEIRO ALBUM Nº2 // Single
  1. ESTUDO PARA PRIMEIRO ALBUM Nº2 // Single
  2. ESTUDO PARA PRIMEIRO ALBUM Nº3 // Single
  3. ESTUDO PARA PRIMEIRO ALBUM Nº4 // Single
  4. ESTUDO PARA PRIMEIRO ALBUM Nº1 // Single